Sobre padrões

Sim. Esses mesmos que pensamos em quebrar todos os dias. Os padrões que muitas vezes nem percebemos que somos nós que ditamos e a gente acaba transmitindo a mensagem para a grande indústria. 

Padrões existem e arrisco a dizer que sempre vão existir. Há o lado positivo de padronizar que é ajudar geralmente alguém, um conjunto ou um grupo a se encontrar cabendo a cada um descobrir a sua individualidade e dar a sua cara, o seu estilo. 

Mas é claro que se você não souber como se descobrir esse assunto pode ficar meio nublado para você e você pode começar a achar que estão tentando rotular você. É simples: se você estiver firme com a sua identidade, isso não fará a menor diferença. 

Você definitivamente não precisa de algo que você se identifique para dizer que você existe. E muitas vezes achamos que a indústria precisa abraçar a gente enquanto nós deveríamos fazer isso por nós mesmo, nos aceitando, testando, entendendo quem nós somos.

“Mas que indústria é essa que você tá falando, Yamí?”

Qualquer uma. Moda, alimentos, entretenimento, etc.
Não esqueça que a cabeça de uma indústria milionária pensa em fazer dinheiro dando aquilo que você gosta. Uma troca justa, mas não pense que eles estarão preocupados em representar você ou ouvir você. Eles ouvem o que você quer comprar. Isso é um padrão. 

Mas lógico que há quem fuja a regra. Se você começar a investir nos pequenos produtores você, além de aumentar a concorrência e permitir que mais gente possa aparecer nesse meio, você pode encontrar pessoas que fazem o que fazem pelo coração, pois elas também são consumidoras e elas transformaram isso em forma de trabalho. 

Em vez de exigir mudança seja a mudança. Se você quer quebrar um padrão pense e aja diferente. Se descubra. Não grite para fora. Se abrace por dentro. 

Belê?

•foto: Cody Davis

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