Ressonância mórfica: uma teoria instigante

Pessoas inovadoras costumam ser controversas. Costumam enfrentar resistências, especialmente no campo científico. E, geralmente, são capazes de inverter a ordem das coisas, transformar realidades e percepções.

É o caso de Rupert Sheldrake, biólogo, químico, autor de artigos e livros, considerado um dos 100 Maiores Líderes Globais em 2013 de acordo com o Instituto Duttweiler, da Suíça. E mais um tanto de coisa.

Sheldrake lançou a hipótese mais revolucionária no campo da biologia atual. Intitulada “Ressonância Mórfica”, pressupõe que as mentes de todos os indivíduos de uma espécie estão unidas e fazem parte de um “campo mental planetário”. Assim, o todo afeta as partes, e as partes afetam o todo.

Na prática, pode ser observado, por exemplo, que quando uma espécie animal aprende uma nova habilidade, os demais indivíduos desta espécie terão mais facilidade para aprendê-la também. Isso quer dizer que as habilidades “ressoam” nos indivíduos de uma mesma espécie.

A Teoria do Centésimo Macaco

Imagine uma espécie de macaco que povoe duas ilhas diferentes. Os animais de uma ilha nunca tiveram contato com os da outra. Um inteligente macaquinho de uma das ilhas aprendeu a quebrar coco de uma forma mais eficaz até então, aproveitando melhor a água e polpa. O aprendizado se espalhou entre os macacos da região até chegar a 100 macacos com este conhecimento.

Quando este número foi alcançado, os animais da mesma espécie, porém habitantes da outra ilha começaram, espontaneamente, a quebrar o coco da mesma maneira que os símios do outro local.

Algo similar ocorre com os cupins. Já reparou que todo cupinzeiro é construído do mesmo jeito, em diferentes lugares?

Essa teoria é maravilhosa e também complexa, requer uma leitura mais aprofundada, o que você pode encontrar em abundância na internet ou nos livros de Sheldrake.

Termino o texto contando mais um viés da hipótese: o que diz respeito aos seres humanos e suas famílias. O pesquisador acredita que cada família tenha sua própria memória coletiva a que todos os seus membros estão conectados e têm acesso. Seria uma forma de entender o que alguns mestres da psicologia sempre defenderam, como Jung (inconsciente coletivo) e Freud (memória racial).

Fiquei imaginando unir essa capacidade natural das espécies com a tecnologia…em breve poderíamos nos comunicar à distância sem usar um suporte que não fosse nosso próprio corpo. Será este nosso futuro?

• foto: Vivek Sharma

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