Mãdacaru

A água do mandacaru

força matriz da seiva

na delicadeza do espinho

a força caule-mãe

tomara-que-caia, mas não cai

tua raiz não é seca

mas existe ali, mãe

mas resiste ali, força-madre

madre pérola, não!

Turmalina Paraíba.

O acalento do vento-brisa da noite que não vem.

Que não tem, mãe.

O calango se arrasta, a poeira se alastra

Tua voz pianinho, mais que o silêncio de Cage.

Mais que o nada farofa d´água, mais do que o meu:

“Desculpe não fugir do vôo tão alto que teu próprio ninho me alçou.

É que asa delta se lança sozinha.

Fui ser pássaro-lira na cidade, porque aqui sou passarinha.

Na tua lã

porque eu sou fã – da tua casa, da tua asa, da tua linha.”

E o que é que é tu ouvir essa ladainha,

mainha?

•foto: Jo Jo

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