Já que Minas não tem mar…

Se você tem algum amigo/parente mineiro — ou escuta sertanejo —, com certeza já ouviu alguém dizer que “já que Minas não tem mar, eu vou para o bar”. Pois bem, não estou em Minas Gerais neste momento, mas acredito que essa frase tenha sido uma forte fonte de inspiração em outros lugares.

Explico: de uns tempos para cá, e considerando que não me encontro em uma cidade litorânea, tenho observado um surgimento efervescente de bares que têm substituído o seu piso por areia. Isso mesmo: areia!

Aí espalham por ali umas cadeiras de praia para “ornar” com o ambiente e os frequentadores acham lindo a possibilidade de “ir pro rolê” de sábado à noite trabalhados no conjunto de short e chinelo.

E para fazer a mistura ideal entre o ambiente praieiro e o tom cosmopolita das cidades que lançam tendências gourmet, instalam um balcão de cervejas artesanais exclusivas e inauguram parcerias com food trucks badalados de comida internacional.

O resultado? Um verdadeiro frisson entre os jovens, filas para comprar os comes e bebes e nenhum lugar para sentar já que nunca há cadeiras de praia suficientes para aquele espaço restrito de areia — ambiente de praia no feriado conquistado com sucesso!

Mas onde eu quero chegar com tudo isso? Além de demonstrar um espírito um tanto quanto rabugento, aproveito para analisar a estratégia de quem usou a filosofia inspirada no estado do queijo com doce de leite para atrair um público gigantesco e inspirar outros proprietários de bar.

Alguém observou o mercado, alguém arriscou, o público aceitou e o sucesso foi garantido. Isso só mostra a importância de observar o que o consumidor quer e trazer a ele o seu pedido com direito a ambientação, trilha sonora e cerveja gelada no ponto.

Agora, fica a torcida para que a nova tendência inclua clubes de jazz e bares de rock. Mas aí já é pessoal.

•foto: Eirik Uhlen

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