Como você conta sua história?

Ao tentar desesperadamente acalmar meu filho de dois anos e meio, que chorava resistindo à minha intenção de colocar nele uma blusa – já que fazia frio e ele estava sem roupa – recorri instintivamente a uma das mais antigas formas de comunicação humana: contar histórias. 

Fiz uma conexão ao universo dele, lembrando do boneco de neve que desenhara no dia anterior, na escola, explicando que aquela figura representava o inverno. E que no inverno fazia frio e que a gente precisava se protejer do ar gelado que bate em nossas costas e nos faz tossir, e como é ruim tossir e ficar com o nariz escorrendo e bla bla blá. Resultado: ele parou de chorar, aceitou a blusa e pediu umas cinco vezes para eu repetir a história. 

Não é à toa que um dos cursos inaugurais da Wejam abordou o storytelling como ferramenta para alavancar negócios. Narrativas são poderosas e mexem com o mais profundo e universal em nós, trazendo à tona arquétipos, mitos, sentimentos, ancestralidade. 

Claro que, neste universo, também há muita “história pra levar gato pra nadar”. Falsos estudiosos de Harvard têm sido desmascarados por aí. Empreendedores que romantizam suas histórias de vida, fingindo origem humilde que nunca tiveram ou sacrifícios pelos quais jamais passaram, arriscando suas reputações. 

Porque, no fim, tudo é a forma como se conta a história. Porque o poder de uma narrativa pujante alça meros mortais a status de heróis. Mas, para tanto, há de ter humildade e honestidade. Lembrando A Jornada do Herói, de Joseph Campbell, o herói, no início, não sabe que o é. 

Se tudo é a forma de contar, aproveite as coisas boas de sua trajetória e as utilize na estruturação de sua imagem pessoal ou da de sua empresa. Não é necessário inventar, e sim criar, a partir do real, um encantamento. Aquele que já está lá e só precisa ser anunciado. 

Fonte: Saiba mais sobre Jornada do Heroi

•foto: Gabriel Bassino

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