Como pensar a Cultura Pop

Hi WeJammers!

Andei pesquisando algumas possíveis abordagens para tratarmos o fenômeno da cultura popular.

É evidente que há uma gama de perspectivas para lidar com o tema e problematizá-lo. Aqui eu decidi elencar quatro maneiras distintas de se olhar para a cultura popular e penso que há quase 98% de chances de que algo que você já tenha lido sobre se adeque a uma delas.

Caso contrário, forneça comentários para acrescentar significativamente nossa proposta de pesquisa.

Desde já, um desafio: na medida que for lendo as 4 abordagens tente relacioná-la com alguma obra que você ame profundamente ou mesmo que tenha visto recentemente. É um bom exercício de memória e reflexão.

E, por favor, não deixe de comentar o que pensa!

CULTURA POPULAR E A POLÍTICA – Trata da relação causal entre a obra e os eventos políticos. Por exemplo, se a Guernica pode ser o resultado de um evento como a Guerra Civil Espanhola, em que medida o inverso pode acontecer? Já viu alguma obra de arte produzir efeitos na política mundial? Quais?

CULTURA POPULAR COMO ESPELHO – Trata-se de uma abordagem quase pedagógica ou de comunicação por analogia. Em que medida, uma obra ajuda a explicar ou esclarecer questões políticas? Quantos filmes na escola você já não assistiu com essa finalidade, servindo para esclarecer um tema ou momento histórico, não é?

CULTURA POPULAR COMO DADOS – Esse é um modelo um pouco mais interpretativo. Tem a ver com um estudo etnográfico e de análise de conteúdo. Essa abordagem pretende indicar a existência de normas, crenças e identidades. Por exemplo, o que está eticamente em jogo por trás da foto de Kevin Carter no qual uma esquálida menina sudanesa é espreitada por um urubu?

CULTURA POPULAR COMO CONSTITUTIVA  – A arte como representação e como ela se relaciona com outras formas de representação. Desde pelo menos o estranhamento de “Ceci n’est pas une pipe” de Magritte sabemos que tudo é uma representação, então cabe perguntar: de que maneira as representações do mundo cotidiano se alinham com outros para fabricar uma realidade? A representação de um terrorista (sem face, falando palavras indecifráveis, com tom ameaçador) pode ser contraposta com a de um herói?

Espero que você, nosso fiel leitor da WeJam, consiga descrever mais ou menos o que pensa dessas abordagens, relacionando com obras de arte (filme, séries, comic books, fotografias, música, etc.) que conheça ou venha a conhecer futuramente.

Espero também poder ajudá-lo nas suas futuras criações de modo que sua expressão se apresente com responsabilidade e consciente do seu papel no mundo.

•foto: Malcolm Lightbody

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