Ah, mudanças…

Dizem que mudar é sempre bom. Que é algo necessário de tempos em tempos, que é positivo, que é saudável e tal e tal e tal… Mas a verdade é que o processo todo dá bastante trabalho e a maior parte das pessoas foge desse tipo de evento como o diabo foge da cruz!

E por que raios eu resolvi falar sobre isso aqui? Bem, porque eu mesma estou de mudança. Mas daquelas de casa mesmo, com um volume de caixas que dá para construir um forte, pilhas intermináveis de livros, instrumentos musicais, discos, vasos pesados e com projetos de árvores maravilhosas e uma coleção de canecas divertidas e altamente quebráveis! Ah sim, além de móveis e roupas e essas coisas que toda mudança tem. 😉

Assim, depois de uns quatro dias entre empacotar, transportar, desempacotar, limpar e reorganizar — fora o tempo gasto entre planejamentos, cronogramas e impasses com imobiliárias —, devo dizer que estou bastante plena. Com a sensação de ter sido atropelada por um trator dirigido por um elefante africano, mas plena e com algumas reflexões pelo caminho.

Enquanto tentava descobrir onde estavam meus pertences em meio àquele mar de caixas, concluí que uma mudança pode ser:

  • um momento de dar um tchau àquela rotina e àquele local que já conhecemos tão bem e que, justamente por isso, pode acabar nos deixando meio acomodados;
  • um belo pretexto para jogar fora aquele monte de papéis e outros objetos que nem lembramos mais de onde vieram e que estão lá só ocupando espaço e acumulando pó;
  • uma oportunidade incrível de conhecer coisas novas, pessoas novas, caminhos novos e mais um monte de outras novidades que podem acabar deixando o seu dia a dia mais interessante.

Além disso, toda mudança, senhoras e senhores, é muito importante para… tcharam: estimular a criatividade!

Todo esse processo de casa nova me fez pensar o quanto cada atitude, pensamento e ação diferente no meio da nossa rotina pode nos ajudar a encontrar soluções e ideias novas nos mais diferentes campos da nossa vida pessoal ou profissional.

E nem precisa ser algo radical como mudar para um outro país ou uma nova cidade. Essa lógica de pensamento pode valer para decisões mais simples e práticas como mover o sofá de lugar ou questões mais existenciais como mudanças de carreira e de estilo de vida.

A verdade é que sair da chamada zona de conforto não é lá muito fácil mesmo e exige uma dose a mais de esforço mental ou físico — às vezes os dois ao mesmo tempo. Mas uma coisa eu te garanto: no fim das contas, o resultado é mais do que satisfatório. O segredo é respirar fundo, manter o cronograma organizado e seguir sem medo de explorar novas possibilidades!

•Foto: Anika Huizinga

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